Eu não sei em que pedaço de você eu me perdi... Ou será que me achei? Eu sei que parece lírico demais, mas eu vejo você em várias partes do meu dia. Mas eu não sei lidar com uma série de outras coisas intensas, densas e minhas. Não sei bem de onde eu tirei forças e vontade pra ir até você, que apareceu quando eu não queria que ninguém aparecesse. Porque eu já tinha na minha cabeça o roteiro do filme choroso que viria em seguida, em que a protagonista nunca termina seus ciclos e, por tudo o que isso desencadeia, se sente infeliz e pequena. E agora vejo você, que às vezes surge como se fosse um grande companheiro, e às vezes se esconde, como se tivéssemos ficado para trás, quando éramos um fiapo de distância e rostos em uma tela. O fato é que eu lhe tenho afeto, ou algo que eu ainda não consigo dizer. Eu já quis escrever outras vezes, mas as palavras não vinham. Agora vieram. Quase uma avalanche. As que faltaram, bem, elas são parte de outro processo… Por enquanto, esse texto aqui não tem fim.
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| Obra: Fernando Vicente Sánchez |
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